
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Belo mundo cruel

Iguacine 2010
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Teaser de um dos curtas selecionados para a mostra competitiva
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Mamãe é de morte [made in Korea]


Mas o que me amedronta, me surpreende e me instiga é como uma narrativa oriental pode ser considerada genial no ponto de vista da crítica ocidental. Parece que estamos sedentos por essa psicopatia social tão características dessas áreas superpopulosas e por uma estética que saia do pop ladygaguiano. Talvez não, talvez seja uma real genialidade desses diretores coreanos que conseguiram, com suas temáticas, transcender com uma narrativa simples e chegar num íntimo humano jamais antes alcançado – o íntimo do desespero (sem apelos ao terror gratuito, mas ao terror como consequência de medidas desesperadas). Questões para pensarmos.
Não sei se você sabe, estimado leitor, que um filme que provavelmente você viu e muito provavelmente você a-m-o-u foi escrito e dirigido por Bong. Tokyo!, aquele filme tríptico com três médias (uma do Michel Gondry, Interior Design; outra do Leos Carax, Merde; e a terceira dele mesmo, Bong, Shaking Tokyo). Esse filminho dele, bem como Mother, trata a sociedade como uma máquina má. Escapa dela quem se isola completamente. Mas deixemos isso de lado.
Por fim, os simbolismos, a estética, a atuação e, principalmente, a narrativa, me fizeram dar o meu primeiro cinco rabiscos. Eu, ao longo do filme, hesitava entre três ou quatro rabiscos, mas, pela primeira vez, eu vi um deus ex-machina que faz o filme ganhar uma dimensão absurda. Uma agulhadinha e – nunca pensei que anestesiar uma dor e a consciência fosse tão simples. Talvez seja por isso que esse filme seduz. Nunca a anestesia e o torpor, tão desejados pelo homem moderno, foram tão francamente expostos.
(Música final maravilhosa. Pena que a p*** do Espaço de Cinema esteja com o som horrível.)

sábado, 10 de abril de 2010
Irmãos Coen x Tarantino
Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind)
SESSÃO "CEDENDO ESPAÇO"
Por Vitor Lopes
“Sou a atriz Milla Jovovich. Eu vou interpretar a Dr. Abigail Tyler. Este filme é uma dramatização fiel aos eventos de Outubro de 2000. Cada cena nesse filme se baseia em gravações reais. O que vocês estão prestes a ver é extremamente perturbador.”
O trailer já tinha avisado, e o filme começa exatamente com essa explicação. Milla (Quinto Elemento, Joana D’Arc, Resident Evil) interpreta uma psicóloga de uma cidadezinha do interior do Alaska, nos Estados Unidos. A partir de uma série de coincidências entre seus pacientes, ela decide fazer sessões de hipnose com eles para saber o que está realmente acontecendo. Todas as sessões são filmadas pela Dr. Abigail, e são essas imagens de arquivo que servem como base para todo o filme. Além disso, temos a própria psicóloga dando entrevista para um tal de Olatunde Osunsanmi, da Universidade Chapman (?), sobre tudo o que ela tinha presenciado e experimentado na época dos acontecimentos. Ao final do filme, Jovovich e Osunsanmi falam diretamente com o público sobre os bastidores do filme (como quem topou colaborar ou não) e fazem uma reflexão para instigar os expectadores a pensar se acreditam ou não na veracidade da história. E a história, para quem não ouvir falar ainda, é sobre abdução por extras terrestres.
Já ouvi comparações com Bruxa de Blair e Atividade Paranormal, mas aposto que as pessoas que falaram isso não tinham assistido Contatos de 4º Grau ainda. Mesmo que esses outros dois filmes sejam bons, eles apenas se baseiam em histórias reais, mas são 100% ficção. Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind) mistura as imagens reais de arquivo com as “representações artísticas”, mostrando que não há romantização alguma. E a edição é a principal ferramenta que torna essa história um filme magnífico, principalmente pelo poder de suspense que ela fornece. Depois de dar uns dois gritos dentro do cinema, olhei para o lado e vi minha amiga encolhida na cadeira, se preparando para o próximo choque. Não adiantou de nada, ela gritou de novo (e eu também).
No fim do filme (leia-se créditos) somos mergulhados numa enxurrada de gravações telefônicas de variadas épocas, cidades e pessoas, relatando algum tipo de experiência com extras terrestres, desde alguém no Kansas que viu uma luz brilhante no céu à uma pessoa em NYC que diz ter sido abduzida por seres de outro planeta. Eu, como a maioria no cinema, fiquei sentadinho na poltrona até o último relato terminar. E por culpa desse aperitivo final, não sabia eu quem tinha dirigido o filme. Há menos de meia hora o Google me contou que foi (agora veja você) o tal do Olatunde Osunsanmi. Esse é apenas o terceiro filme que ele dirige, mas posso garantir que fez um trabalho muito melhor do que centenas de veteranos têm feito por aí ultimamente.

quarta-feira, 7 de abril de 2010
Adidas Originals - Coleção Star Wars
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Vídeo publicitário com o maior geek do Futebol , David Beckham, e o nerd da informática Snoopy Dogg.
O vídeo é demais e a coleção mais ainda. Bolei sério.



