
terça-feira, 11 de maio de 2010
De cabo a rabo

sexta-feira, 7 de maio de 2010
Metrópoles

São Paulo S.A., de Person
O Cadernos te indica mais uma mostra que vai fazer muita gente viajar mundo afora! A mostra O cinema e a grande cidade tomará o Instituto Moreira Salles do Rio (Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea) dessa sexta, 7 de maio, até o dia 27.
Filmes com tramas que relacionam seu espaço com os personagens são muito ricos para buscarmos diferentes olhares sobre a questão da relação do homem e seu meio. Além disso, grandes diretores sempre têm diferentes visões sobre determinadas cidades, como Hugo Carvana e Nelson Pereira dos Santos sobre o Rio de Janeiro.

A doce vida, de Fellini
É também uma grande oportunidade para ver (ou rever) grandes clássicos na telona. Manhattan, A doce vida, Hiroshima, meu amor e Último tango em Paris marcaram a história do cinema e eternizaram suas cidades em sua época em película. De Nova York a Argel, de Salvador a Moscou, de Bruxelas a Tóquio, essas viagens já cumpriram seu destino de chegarem a muita gente – agora falta você chegar até elas.
Haverá várias sessões em todos os dias de funcionamento do IMS (terça a domingo), e os cartões de embarque saem por R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia. Para programação completa, sinopse dos filmes e folheto da mostra, visite a página da mostra. E boa viagem!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Kino vermelho

Sem ter o que fazer nas quartas? Sem dinheiro nem para pagar a sessão mais barata da semana? Tédio e desilusões cine-financeiras te deprimem?
O Cadernos traz a solução para você! Que tal viajar? É, para a Alemanha! E que tal conhecer o mundo cinematográfico da Alemanha Oriental? É o que o SESC Copacabana (Rua Domingos Ferreira, 160 – na altura da Rua Santa Clara) propõe: filmes da DEFA de 1946 a 1992. As sessões acontecem todas as quartas, sempre às 19h – com distribuição de senhas meia hora antes de cada sessão. Sim, é digrátis!
A mostra começou no dia 28 de abril (sendo que recebemos a newsletter no dia 30), mas vai até a última quarta de maio, dia 26. Os quatro títulos do mês são Sabine Kleist, 7 anos; Rastro de pedras; Os arquitetos; e O muro. Veja as sinopses e programe-se!
5 maio, 19h: Sabine Kleist, 7 anos
Sabine Kleist, 7 Jahre, 1982, 72 min, cor. Direção: Helmut Dziuba. [livre]
Sabine passou a infância em um orfanato após a morte dos pais. Foge do orfanato no
mesmo dia em que sua educadora entra em licença-maternidade. Por vários dias e noites
perambula sozinha pelas ruas de Berlim Oriental, antes de se apresentar à polícia e
retornar ao "lar". Realização da DEFA completamente atípica.
12 maio, 19h: Rastro de pedras
Spur der Steine, 1966, 129 min, pb. Direção: Frank Beyer. [12 anos]
No canteiro de obras, desleixo e oportunismo prevalecem. Quando a jovem engenheira e
o recém-empossado secretário do partido chegam, conflitos estão ocorrendo, pois
equilíbrio precário entre a direção e os funcionários ameaça ruir. Foi censurado em
dezembro de 1965, retirado de cartaz, e só voltou em novembro de 1989.
19 maio, 19h: Os arquitetos
Die Architekten, 1990, 102 min, cor. Direção: Peter Kahane. [12 anos]
Daniel Brenner só participou de projetos padronizados. Por indicação de um
ex-professor, é nomeado arquiteto-chefe para uma nova área residencial. Seus sonhos
esbarram nas imposições da burocracia. Parte do Muro teve de ser reconstruída para as
cenas ocorridas em 1989. Esse filme foi a última produção da defa.
26 maio, 19h: O muro
Die Mauer, 1990, 96 min, cor e pb. Direção: Jürgen Böttcher. [livre]
Registro da queda da fronteira entre as duas Alemanhas, marcando o fim da RDA e a
vitória da Alemanha Ocidental. Turistas japoneses fotografam, crianças de origem turca
tiram pedaços para vender, várias equipes de filmagem do mundo todo em ação,
testemunhas dos últimos momentos do "idealizado muro de proteção antifascista".
E bom filme!
domingo, 2 de maio de 2010
Megalomania op

O paraíso de todo diretor de cinema é ter seu filme classificado com “sem restrições orçamentárias” por seu estúdio. O documentário sobre o filme inacabado O Inferno, de Henri-Georges Clouzot, recebeu esse honraria assim que os produtores viram os testes de filmagem. Nem o céu era o limite para eles.
Eis a ideia do filme: um homem se casa com uma mulher, eles vão a um hotel de veraneio na margem de um lago, ele tem ciúmes da esposa. A gente até pensa numa vibe meio Dom Casmurro, tem até um Escobar com pinta de Don Juan no filme.


Eis a matéria de O Inferno de Henri-Georges Clouzot, de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea. Eles nos levam ao espanto e à atração causada pela deformação da realidade concebendo padrões estéticos no campo multicor e geométrico aliados à narrativa. E Clouzot pôs sua equipe em histeria nos seus devaneios artísticos. Mas não é só técnica que brinda e faz brilhar os olhinhos do espectador. Romy Schneider é o ícone do filme, aparecendo em todas as cores e luzes, e, ainda, além de ser a protagonista do filme não-realizado, é a heroína do documentário por ter conseguido segurar a onda do diretor.


sábado, 1 de maio de 2010
Divertimento e diversão
A chave de 'O Segredo dos Seus Olhos'

Você sabe quem é Akira Kurosawa? Sua carreira se esticou ao longo de 50 anos, com 30 filmes, dois Oscar de melhor filme estrangeiro e um prêmio honorário da Academia de Hollywood. Com o apoio de cineastas como: Francis Coppola, George Lucas e Martin Scorcese, obteve recursos para criar obras-primas modernas e ser reconhecido por seu estilo. Kurosawa não seguia uma linha, criou desde dramas históricos samurais à crítica da sociedade e adaptações da literatura. Seu primeiro filme, Sugata Sanshiro (1943) foi catalisador para sua popularidade e deixou as audiências ocidentais fascinadas com os seus trabalhos, nos quais muitos cineastas se guiam e estudam até hoje.
Merhaba!
Press release da assessoria da CAIXA:
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 27 de abril a 9 de maio, “Pérolas do Cinema Turco”, mostra cinematográfica que traz ao público a oportunidade de assistir aos mais importantes filmes produzidos na Turquia de 1964 a 2006.
Um olhar da história do cinema turco, esta é a proposta do curador da mostra, Arndt Röskens, ao selecionar para a programação dez de seus filmes mais apreciados. Uma oportunidade única, pois embora nos últimos 50 anos se tenha produzido na Turquia um número considerável de filmes de boa qualidade – alguns com enorme repercussão internacional –, a maior parte de seus títulos nunca foi lançada no circuito comercial ou em DVD no Brasil.

A mostra, também, vai exibir o grande clássico do cinema turco, “Verão seco” (Susuz Yaz / Dry Summer, 1964), que ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1964. O seu realizador, o cineasta Metin Erksan, foi recentemente homenageado com uma retrospectiva da Cinemateca Francesa, em Paris. O filme conta a disputa entre dois irmãos no interior da Turquia por uma mulher e, como pano de fundo igualmente importante, a luta pela água nas terras secas do campo.

A mostra "Pérolas do Cinema Turco“ traz, ainda, mais seis filmes de grandes cineastas. Dois importantes filmes de Ömer Kavur e Atif Yilmaz – cineastas há muito consagrados e com inúmeras realizações no currículo –, além dos primeiros filmes de Nuri Bilge Ceylan, Reha Erdem, Yesim Ustaoglu e Zeki Demirkubuz – cineastas contemporâneos mais recentes e que estão despontando no cenário internacional.


